Clima
Rio Surpreende Expositores e Profissionais do Ramo
Evento
foi elogiado pelo alto nível de organização
e pelo ambiente descontraido que proporcionou aos
visitantes
Por volta
de 2 mil pessoas estiveram presentes no CLIMA RIO
2002, realizado de 15 a 17 de maio no Museu de Arte
Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Na opinião
dos participantes do congresso, expositores, convidados
e organizadores, o evento superou todas as expectativas
de sucesso pela qualidade do Congresso e pela presença
de cerca de 60 expositores altamente qualificados,
dispostos nos 40 estandes do salão.
Depois
de ter visitado diversas feiras pelo Brasil, um dos
idealizadores do evento, Antônio Alberto Sachett,
presidente do Sindratar-RJ, disse que o Rio merecia
um acontecimento como este, e acredita que o mercado
voltará a se estabilizar.
destaque
da feira, a Totaline está no mercado brasileiro
há mais de 25 anos. São 50 lojas no
Brasil e, na América Latina, está presente
no Chile, Argentina, Colômbia, Venezuela, México
e Porto Rico. Especializada em peças, componentes
e equipamentos de refrigeração, a empresa
apresentou toda a sua gama de produtos. "A Totaline,
desde 1994, vem participando de feiras, e esta em
especial me surpreendeu pelo movimento. Fizemos alguns
contatos com pessoas interessadas em ter uma franquia
Totaline. Então, além de vendermos os
nossos produtos, estamos vendendo a empresa como negócio",
conta o diretor da empresa na América Latina,
Alberto Englert.
Na
avaliação dos representantes da Jap/Hitachi,
Rodrigo Amorim e Aldir Muniz Barreto Filho, o CLIMA
RIO abrirá as portas para outros eventos na
cidade. "O Rio de Janeiro estava precisando desenvolver
um projeto para esta área em especial. Acreditamos
que outros eventos surgirão em decorrência
deste", concordam. A Jap está há
30 anos no mercado. A empresa começou só
na parte de manutenção, depois rumou
para a parte de instalação e equipamentos
de grande porte e hoje lidera a parte de distribuição,
de venda de equipamentos de peças de split,
compressores, tudo voltado para ar condicionado. O
foco é inteiramente voltado para a parte de
manutenção.
Segundo
o engenheiro Matias C. Pinheiro, diretor comercial
da Consult, o rendimento foi bom para uma primeira
edição. "O horário de trabalho
das pessoas acabou atrapalhando um pouco a visitação
durante a semana, mas o saldo final foi bom para uma
primeira experiência. As vendas mesmo com racionamento
estão sendo satisfatórias e as feiras
servem para divulgar nosso material", conclui.
A
LG Electronics, um dos maiores fabricantes de condicionadores
de ar do mundo, também não ficou de
fora do evento. A Ambient Air, sua representante no
Rio, ficou entusiasmada com a procura de informações
no seu estande. "Todas as pessoas que nos visitaram
faziam muitas perguntas e se interessavam em saber
o preço de tudo. Acredito que isto se deve
ao tamanho do estande e a quantidade de produtos expostos.
Nós, também, trabalhamos com outras
linhas e produtos da LG, como fogões e geladeiras.
Porém, nesta feira fizemos uma parceria com
a LG para apresentar apenas seus condicionadores de
ar. Gostamos do CLIMA RIO porque recebemos alguns
consumidores finais, o que não deixa de ser,
também, nosso foco", explica Helena Dias
da área de marketing da empresa.
Outro
expositor que saiu satisfeito com o resultado da feira
foi Álvaro Ribeiro da Tepco. "No Rio de
Janeiro não havia uma feira especializada em
refrigeração. Foi excelente a iniciativa.
Faço parte da diretoria do Sindratar-RJ e eu
mesmo não acreditava no sucesso do empreendimento.
Uma pessoa decisiva no comando do evento foi o Edison
Tito, um engenheiro que tem um conhecimento técnico
muito avançado e que trouxe para o congresso
um alto nível de profissionalismo. Para minha
surpresa, recebi no estande pessoas do Brasil inteiro,
inclusive colegas de São Paulo. Eles confessaram
que ficaram muito impressionados com o nível
do congresso. Participo de feiras há 25 anos
e não me lembro de ter contado com uma organização,
montagem e assistência dada ao expositor como
a que eu tive nesta feira", ressalta.
Paulo
Caiado, diretor da Refrigeração Sudeste,
disse ter aproveitado a ocasião para reafirmar
a marca no setor e fazer contatos com clientes e fornecedores.
"Eu gosto de participar e acompanhar o desdobramento
das feiras. Para uma primeira edição,
foi bastante razoável o movimento. Foi um evento
pequeno em relação aos outros, mas o
CLIMA RIO se diferenciou pelo público direcionado.
Nossa intenção era reafirmar o nosso
negócio e fazer contatos. Foi um momento de
união com os clientes e fornecedores".
Um
dos estandes mais procurados do CLIMA RIO foi a da
Mycom, empresa de tecnologia japonesa com filial no
Brasil. A Mycom é fabricante de compressores
de refrigeração e está no mercado
nacional há 35 anos. Silvio José Guglielmoni,
gerente geral da Mycom na América do Sul, esperou
o evento para lançar uma novidade exclusiva
no mercado. "Fizemos uma boa escolha em lançar
no CLIMA RIO o nosso primeiro compressor acionado
com motor a gás. Muitos engenheiros, pessoal
de supermercados e de refrigeração nos
procuraram interessados em conhecer o equipamento
com a intenção de compra. Estamos admirados
com o resultado".
Congresso
Reúne os Melhores Especialistas
O
sucesso da primeira edição do CLIMA
RIO se deve, em muito, ao Congresso Internacional
de Climatização, Cogeração
e Gás Natural, que reuniu um grande número
de profissionais e especialistas do ramo. Os principais
temas abordados foram sobre a conservação
de energia, cogeração e energias alternativas.
O
coordenador do congresso e também conferencista,
eng. Edison Tito, inaugurou o evento falando do mercado
altamente competitivo e da urgência de uma união
maior entre a classe. "Algo é urgente
e imediato. Precisamos ser mais éticos e unidos
na qualidade de nossos serviços. Nesse evento
teremos a oportunidade de conhecer as últimas
novidades em equipamentos e materiais. Estou muito
orgulhoso de presidir e fazer parte deste congresso".
Logo
depois, o secretário de Energia do Estado,
Luiz Limaverde, reforçou a importância
do evento pelo momento de crise energética
que vive o País. "Nós estamos vivendo
um momento de transição técnica.
Devemos 'levantar a bandeira' da eficiência
energética e fontes alternativas, como, por
exemplo, o reaproveitamento de lixo urbano como fonte
energética. Buscar soluções que
venham a agregar no processo tecnológico do
País é fundamental. Um evento como este
nos dá a possibilidade de aprender mos mais
e contribui com informação para o Estado",
discursou.
O
congresso começou com a palestra do diretor
do Departamento de Política Energética
do Ministério das Minas e Energia, Sérgio
Valdir Bajay: "As perspectivas futuras da energia
no Brasil". O palestrante esclareceu como é
feita a formulação de políticas
públicas, de planejamento e de regulação
do setor energético no atual Ministério.
Explicou que a atividade de planejamento propicia
um suporte quantitativo à formulação
de políticas energéticas e ela deverá
sinalizar à sociedade metas de longo prazo.
"Cabe ao Ministério fortalecido e melhor
estruturado definir os estudos de planejamento necessários
para se quantificar metas para as potenciais políticas
energéticas", complementou. Bajay ainda
anunciou alguns projetos que estão sendo estudados
na área de eficiência energética,
como: aquecedores solares, sistema motriz eficiente
e prédios públicos. Segundo ele, com
o planejamento prévio e com a integração
de novas práticas, se prevê uma economia
de 4 bilhões KWh/ano.
Já
o professor titular do Instituto de Economia da UFRJ,
Adilson de Oliveira, abordou o tema de cogeração
no Brasil. Falou sobre as vantagens da cogeração
para o consumidor e para a sociedade e dos problemas
que devem ser equacionados. "As maiores vantagens
da cogeração para o consumidor é
a redução de custos e maior confiabilidade.
Para a sociedade é basicamente a preservação
da base dos recursos naturais, menos impacto ambiental
e maior confiabilidade no suprimento elétrico.
Alguns problemas devem ser equacionados para que a
cogeração se torne algo real no Brasil,
como: a equalização das condições
econômicas de suprimento do GN, o preço
para eletricidade no mercado spot fixado pelo
mercado, a oferta de contratos favoráveis para
os cogeradores nos leilões das empresas estatais
e a formação massiva de quadros técnicos
capazes de operar equipamentos de cogeração.
A cogeração tem um futuro brilhante,
mas tem o presente difícil", analisou.
A
CEG também participou das discussões
com a presença do gerente de climatização
e geração da estatal, Guilherme Mello.
Ele enfatizou os objetivos da companhia no Estado
e apresentou projetos que deverão ser implementados
em breve. "A CEG e a CEG Rio são praticamente
a mesma companhia operacionalmente. É uma concessão
do Estado. Nosso principal objetivo é expandir
a ação para novos municípios,
como: Niterói, São Gonçalo e
Guapimirim. Estamos com alguns projetos envolvendo
o gás natural no Rio: aquecedores residenciais,
fornos para uso comercial, GNV, climatização
a gás, geração, cogeração
e termoelétricas. O gás natural é
um mercado em potencial no Brasil", discutiu.
"As
ações da Abrava na conservação
de energia", palestra ministrada por Arnaldo
Lopes Parra, vice-presidente do Departamento Nacional
dos Fabricantes de Ar Condicionado Central, mostrou
que a entidade sempre esteve à frente dos aspectos
relacionados com a utilização racional
de energia, através de seus canais de divulgação,
como a revista da Abrava, por exemplo. "É
muito importante que a nossa visão perante
o Brasil seja levada em conta para a elaboração
de leis. Essa opinião é disseminada
dentro do próprio governo. A sociedade e os
clientes devem saber, através dessa revista,
que existem muitas alternativas no setor energético.
Essa é uma de nossas maiores prioridades".
Mas
os destaques do congresso foram mesmo os americanos
John Andrepont,presidentedaCool Solutions Company,
e Shirley Hansen, da Kiona International. John fundou
e conduz a Cool Solutions, com um foco no desenvolvimento
técnico e comercial na questão de armazenamento
térmico da energia (TES) e refrigeração
de turbinas por combustão (CTIC). Seu trabalho
foi primordial para o desenvolvimento de sistemas
de refrigeração nos distritos de Chicago,
Cincinnati, Lansing, Michigan, Oklahoma, Orlando e
Washington. John se envolveu em mais de cem projetos
de TES, totalizando milhões de toneladas/hora
de armazenamento e de centenas de Mwe da gerência
de demanda elétrica. Durante seus 25 anos de
carreira, trabalhou em toda a América do Norte,
do Sul, Oriente Médio e na região Ásia-Pacífica.
Shirley
Hansen é reconhecida internacionalmente por
defender qualidade no desempenho de seus projetos.
Liderando sua firma, Kiona International, trabalhou
com ESCO (Energy Service Company), desenvolvendo-o
em 30 países para governos, bancos internacionais
e companhias privadas. Durante sua apresentação,
afirmou que há grandes possibilidades para
a implementação das atividades ESCO
no Brasil, apesar das dificuldades.
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